Movimento pelas Serras e Águas de Minas

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Quem Somos - Histórico

 

O Movimento pelas Serras e Águas de Minas foi criado em junho de 2008, no alto da serra da Piedade. Trinta e sete cidadãos, de diferentes entidades, movimentos sociais e localidades de Minas Gerais se reuniram por dois dias para compartilhar suas angústias e seu testemunho sobre processo de condenação ambiental jamais visto no estado, pela destruição e ameaças às águas superficiais e subterrâneas e às serras (marcos e continuidades do relevo mineiro) que caracterizam um dos conjuntos naturais e paisagísticos mais notáveis e singulares do Brasil.

Organizado por cidadãos independentes, pelo SOS Serra da Piedade e o Movimento Artístico, Cultural e Ambiental de Caeté-MACACA, o primeiro encontro foi realizado entre os dias 13 e 15 de junho de 2008. Seu objetivo foi o de reunir e articular pessoas e organizações sociais que, de uma forma ou outra, já vinham atuando em situações relacionadas com os impactos às serras e águas em Minas Gerais, principalmente relacionados à atividade de mineração, na região conhecida como Quadrilátero Ferrífero.

A idéia desse “Encontro pelas Serras e Águas de Minas” foi nascendo ao longo do primeiro semestre de 2008, em diversos momentos em que as pessoas com ações em prol das diferentes causas se reuniam e podiam expor suas preocupações e a necessidade de atuar de forma mais incisiva sobre um problema, que emergia como comum a todos. Assim, verificou-se a necessidade e a urgência de se trocarem experiências e buscar caminhos em conjunto.

As situações e trabalhos apresentados nesse encontro compreenderam: Articulação Popular pelo Rio São Francisco, Assembléia Popular, movimento contra o lixão metropolitano em Sabará, Parque Estadual Serra do Rola Moça, Gesta/UFMG, Serra da Moeda, Belo Vale, Serra do Cipó, Conceição do Mato Dentro, Serra do Gandarela, Serra do Caraça, São José do Brumadinho, Conlutas, Araxá, Capão Xavier e Serra da Piedade.

Além da escolha do nome e das linhas básicas do movimento, foi construído o Manifesto pelas Serras e Águas de Minas, que foi amplamente divulgado nos meses seguintes, inclusive com coleta de abaixo-assinado através do site inicialmente lançado.

A partir desse encontro, diversas ações em conjunto foram desencadeadas e o MovSAM foi se solidificando e ampliando a sua atuação. Novos grupos e cidadãos se integraram ao movimento.

Em junho de 2009, entre os dias 13 e 15 e também no alto da Serra da Piedade, 32 cidadãos participaram do segundo encontro (dentre eles, representantes de organizações da Bahia e do Maranhão, envolvidos em situações similares). O 2º Encontro avaliou o primeiro ano do movimento e estabeleceu metas para o ano seguinte.  

Durante o encontro foi realizada uma roda de conversa sobre o tema “Movimento Ambientalista e Movimento Sindical: como lidar com as questões trabalhistas x impactos sociais e ambientais da mineração?” e três painéis: “Trabalho de Base“, com Gilmar e Elenilde da CPT/Bahia, “Relação Ministério Público e sociedade civil organizada”, com o Dr. Carlos Eduardo Ferreira Pinto, Promotor de Justiça da Coordenadoria do Rio São Francisco, “Possibilidades de acesso aos organismos internacionais de proteção aos direitos humanos, em favor das comunidades afetadas”, com Danilo da organização Justiça nos Trilhos, e “Processos de licenciamento ambiental e questões minerárias”, com Isabela do MovSAM.

Nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2010, em Belo Horizonte, foi realizado o encontro do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacia Hidrográfica (FONASC-CBH), em parceria com o MovSAM. Na oportunidade, compartilhamos questões socioambientais fundamentais no atual momento de Minas Gerais e do Brasil. Discorremos sobre as ações já realizadas e aquelas em curso e construímos estratégias coletivas, e novas perspectivas para o ano de 2010. O objetivo principal era: fortalecer a ação de cada uma das entidades, o movimento ambiental e o trabalho dos 25 cidadãos presentes ao encontro, representando ações no contexto da atuação nacional e estadual do Fonasc CBH, da defesa da Serra do Rola Moça, da Comunidade de Colégio (na Serra da Moeda, em Brumadinho), de Conceição do Mato Dentro, da Serra do Gandarela, do Comitê Mineiro dos Atingidos pela Vale, e da participação no Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Em agosto de 2010, em André do Mato Dentro, na Serra do Gandarela, 31 cidadãos se reuniram mais uma vez, nos dias 13 e 14 de agosto, e, além de compartilhar entre si a situação atual e perspectivas de futuro em seus enfrentamentos, construíram coletivamente as características do Movimento pelas Serras e Águas de Minas, a partir dos aspectos que os unem e os identificam.

O Movimento pelas Serras e Águas de Minas é hoje reconhecido, por diversos setores, pela atuação firme frente a situações em que se envolve e por sua identidade própria, quase que única, de questionar a atividade de mineração e seu ciclo (re)produtivo, contexto em relação ao qual se destaca no universo atual de movimentos e ONGs ambientais de Minas Gerais.

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